segunda-feira, 25 de junho de 2012






De onde nasce o poema
Senão das conversas ocasionais
De frases soltas
De ânsias (in)contidas.

De onde nasce o poema
Senão da inutilidade dos braços do amante
Sem a física presença da amada.

De onde nasce o poema
Senão da vívida lembrança
Do calor, do sabor, do aroma
Do corpo desejado.

De onde nasce o poema
Senão do desejo de expressar ao mundo
Esse sentimento, puro e intenso
Que a palavra amor
Não consegue comportar!


Nasce o poema 

Da mesma fonte que origina a cumplicidade do olhar dos amantes e o silêncio que tudo discursa!

Nasce o poema 

Do desejo longínquo por alguém que te toca sem te abraçar!

Nasce o poema 

Dos beijos oferecidos à distância e doloridos pois seus sabores ainda não foram descobertos!

Nasce o poema 

Com o sentimentalismo ardente dos amantes furiosos e sedentos de paixão...

Nasce o poema 

De mim...para ti...
De nós, para o todo!

Humberto Santos/L. G. R.

domingo, 24 de junho de 2012





Diáfana brisa
Trouxe-me a nítida impressão
De tua presença...

Busquei visar-te ao derredor
Decepção...
Não estás...
Mas tua presença é vívida...

Baixo aos olhos
Vislumbro depostas ao chão
As flores de um ipê-amarelo...

O ar, impregnado de sua, da tua, essência
Néctar balsâmico
Ambrosia
Por um átimo, alcancei novamente a plenitude
Por um átimo, estivestes comigo novamente.

Humberto S. Santos


Plena, perfeita
Personificação do conceito de doçura
Nos olhos, seriedade de menina brava
Na pele, candura de mulher sensual
Coroada pelos deuses com sedosos fios à guisa de cabelos!

Indecifrável sorriso
"Como encontrar a chave desse teu riso sério?!"
O que te passa à mente, enquanto me fitas com esse olhar, que parece esconder a todo um universo?

Teus lábios, delineados com o mais finos e precisos traços
Inquieta e tenra língua
A que indescritíveis sensações tua boca me induz!

Pernas roliças
Colunas revestidas com o mais macio veludo
Pilares gêmeos, guardando o divino templo
Morada de Vênus
Fonte de inigualáveis prazeres, reserva de infinita sensualidade
Carnal materialização do mito, que me inflama a libído
Coxas torneadas pela deusa do erotismo, em sua junção está meu Éden
No qual finda a extasiante busca
Anseio repousar a cabeça.

Deixai-me adormecer, sentindo à face o calor exalado pelo teu fogo interior
Ressonar, inebriado pelo almiscarado aroma único, que teus poros dispendem
Sentindo à boca, o sabor da divinal ambrosia que em ti saboreio!

Humberto Santos