sábado, 18 de fevereiro de 2012




E se amanhã, eu não mais te amar?
Como respirar?
Sobre o que pensar?
Com o que sonhar?


E se amanhã, eu não mais te amar?
Para que acordar?
Sair para passear
Sequer almoçar ou jantar
Que sentido terá?


E se amanhã, eu não mais amar?
Por quem irei esperar?
Satisfeito, por ao lado estar
Simplesmente para olhar ou escutar!
Se amanhã, eu não mais amar...
Como continuar?

Humberto Santos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012




Permita-me secar tuas lágrimas com meus lábios
Deixe que meus carinhos cicatrizem teu coração
No ato do amor
Deixemos que, além de nossos corpos
Também nossas almas tornem-se unas!
Elevando-nos ao mais próximo que o ser humano é capaz de chegar em ser divino!
Crescente êxtase, que nos tira os sentidos
Ao mesmo tempo, sacia a todos eles!
Segundos eternos...
Em que teus nublados olhos me fitam
E uma pequena lágrima se forma
Esta, não uma lágrima de dor ou perda
Mas de amor, de saciedade, certeza de ser amada
À esta, também, meus lábios recolhem...
E, em gratidão, depositam nos teus!

Humberto Santos

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012




Morena flor, de extasiante olor
Conceda-me o prazer de ser o beija-flor, ao qual permites beijar-te e levar na boca teu doce sabor
Do teu corpo colher cada gotícula de suor, orvalho natural do amor.

Ainda menina, tenro botão
Agora, já mulher, a mais completa forma de sedução
Olhos negros como o breu, profundezas onde se perderam os meus.

Morena flor, de tez selvagem
Fitar-te é receber uma sensação revigorante, tal e qual a brisa madrigal.

Delicada flor, mistura de fragilidade e vigor.
Tocar-te com o devido amor é sentir um misto de temor e furor
É sentir nas veias o sangue congelar, enquanto a carne, de ardor queimar.

É necessário compreender que tão esplendorosa flor não deve ser subjugada ou arrancada.
Mas sim cultivada com todo carinho e amor.

Para que floresças com total vitalidade, necessário é que sejas cultivada, não com a fria precisão de um botânico, antes com a ardorosa paixão de um jardineiro.

Sublime é a missão do jardineiro, cuja tarefa é aquecer-te no inverno e refrescar-te no verão.
Ter a oportunidade de apreciar com total devoção, o desabrochar de cada parte do teu ser.
Acariciar as intumescências brônzeas de teus botões.
Tragar a incomparável fragrância por ti exalada
Percorrer a sinuosidade de teus ramos e tronco
Acariciar cada reentrância e saliência do teu corpo.

Morena flor, permitas regar-te constante e intensamente
Estimular o teu contínuo renascer, em crescente intensidade.

Bela flor repousada em farpado ninho.
A experiência de apreciar o "gosto perfumado" que tua alma retém é o tesouro que me impulsiona por entre as "flores comuns" no objetivo único de reencontrar e conquistar-te.

Deixe-me voltar a recolher dentre as hastes delgadas o bálsamo essencial, exalado de sua flor principal.
Promessa de fantasia, delírios, alegrias!
Elo místico entre o mundo racional e o sensorial.

Morena flor
Tenra flor
Objeto de minha eterna cobiça!

Humberto Santos

domingo, 12 de fevereiro de 2012







Quem dera
Fosse falsa essa lua.
Pois, falsa seria então
A dor,
Que estar distante de ti,
Impõe à minha alma,
Seu gélido luzir!

Humberto Santos