sábado, 18 de agosto de 2012




Ao solo em que repousava a árvore de nosso amor
Verteste o pérfido veneno da mentira
Hoje, ao chão, jazem os frutos, pútridos
Amanhã, após a horda de vermes e insetos haverem finalizado seu macabro banquete
Restarão as sementes
As quais levarei junto ao peito, em busca de solo fértil
No qual as depositarei, e hei de ver brotarem delas novas árvores
Cujo frutos, haverá quem os saiba apreciar
Encontrarei enfim, aquela que saiba com Eros conviver, não aquela que se orgulhe de ser por 
Sátiro usada
Aquela, que distingua, hedonismo de hedionismo, leveza de leviandade...
Aquela, que prefira o fruto maduro ao apodrecido...
Aquela, que me respeitará, antes de mais nada, pelo fato de que por si própria nutre respeito!
Aquela, que chegada, seja bem-vinda!
Que minha alma, seja tua morada, teu abrigo e alimento.


Humberto Santos