segunda-feira, 11 de junho de 2012




Novamente ceder a ilusão de não desejar-te
Ignorar ao calafrio que me percorre a coluna, quando te viso
Novamente controlar ao impulso de aninhar-te em meus braços
De acariciar teu rosto
De percorrer com os dedos, os contornos de tua face
Dos teus olhos
Contemplar tua boca, movendo-se ao falar
Contraindo-se, dilatando-se
Enfeitiçando-me
Deslizar minha mão por tua cabeça
Por entre teus cabelos, fios de seda
Tornando a encontrar tua pele
Sinto a tenra maciez da tua nuca
Morna, aroma e sabor únicos
Sinto os minúsculos pelos, eriçando-se ao contato
Tua cabeça reclinando-se, quase que inconscientemente.

Que pensamentos te percorrem 
à mente?
Quais desejos te afloram à imaginação?

Humberto Santos