quinta-feira, 14 de junho de 2012





Hoje, sou o ontem
Amanhã não haverá!

As garras que cravastes em minha carne
Reavivam adormecidas chagas!

Já não há sangue à sangrar
Já não há dor à doer!

Há quem possua o controle?
Quem comanda essa nau?
Foi o rumo, por alguém preestabelecido?
Como escapar ao redemoinho, que a tudo traga?

Não há mais lágrimas à serem vertidas
Somente sal recobrem minhas retinas
O pranto é mais doloroso do que o padecer que o emula!


Humberto Santos