domingo, 13 de maio de 2012




Quando contigo estou
E o irrefreável avançar das horas
Vem anunciar que teremos que nos deixar
Olho tua face, e já não sei o que falar
Contudo, se me brindas com teu sorriso, toda a angústia se desfaz!
Quando ao levantar-se, atravessas a porta
É como se todo o lume do universo te seguisse
Deixando-me imerso em um abismo de trevas!

Aqui, agora sozinho
Revolvendo lembranças, ao som de músicas, que nada mais fazem do que tornar mais concreta tua ausência!
Me questiono:
O que acontece comigo, quando estou longe de tí?
Porque ao teu coração não consigo tocar?
Qual enigma há de decifrar-te?
Quais palavras anseias ouvir?

Palavras...
Como enunciar a sensação que me inflama a alma, quando toco tua pele?
Que alquimia me possibilitaria transmutar em palavras o impacto em meu coração
Quando, meio distraída
Me concedes o teu mais terno e espontâneo sorriso?
De que forma expressar, o quão agradável me é
Quando baixas à guarda, e me permites desvendar um pouco mais tua inigualável essência!
Coleciono esses momentos, como à joias raras
Fragmentos aos quais vou encadeando, como à um quebra-cabeça encantado!
Na esperança de um dia
Desvendar-te por completa!
Sem medos ou meias-verdades!

Humberto Santos