sábado, 19 de maio de 2012




Pressinto-te
És chegada enfim!
Tu, que tão próxima à mim, sempre estiveste
Antes mesmo do primeiro golfar do vital ar!

Em teu âmago estão
O que me precedeu
E o que haveria de me suceder!

Novamente teus braços me envolvem
Acariciam-me à face, tuas gélidas falanges
Teus pálidos e frígidos lábios, roçam aos meus
Sugas ao último sopro de ar dos pulmões
Adentram ao meu peito, tuas garras
Trazendo à tona meu coração, ao qual esmagas com indiferença!

Absorves aquele que, um dia foi...
E por isso...
Não mais haverá de ser!

Humberto Santos