segunda-feira, 14 de maio de 2012




Para que resistir?
Porque não antecipar o fatal destino?
Há limites para a dor?
Humilhações incessantes
Recaídas constantes
Certezas vacilantes
Agonia dilacerante
Angústia sufocante!

Nas chagas abertas
Pululantes vermes
Devorando mais do que a carne
Dilacerando à alma
Aniquilando ao equilíbrio mental!

A plateia ansiosa, a espera do menor fraquejo
Ao primeiro sinal de fadiga, pronta para em uníssono urrar:
"–Vejam! Este ser não pertence à nossa estirpe, não possui nossa força, deixa-se levar pelas adversidades, fraqueja ao deparar-se com contrapontos..."
"–Tem sentimentos!"

Humberto Santos