quarta-feira, 25 de abril de 2012



Viçoso botão rosáceo
De brônzea tez
Preste à aflorar
Teu semblante, é a personificação da candura!

Tua boca, ambrosíacos lábios
Desenho de suaves traços!

Densa e profunda cabeleira
Tal e qual o céu noturno
Ausente de luar ou estrelas
Forrado com o mais macio veludo negro
Voejantes fios de seda, que deslizam por entre meus dedos.

Afloraste em minha vida
Tua voz, semeou em mim a serenidade
Como um sol, tua presença, me aquece e ilumina.

Tuas ternas mãos, sobre as minhas repousadas, revigoram-me as energias
Teus olhos, mostram aos meus, toda compreensão, reciprocidade e saciedade que anseio.

Adormeço ao som do teu coração
Onírica melodia.
Não mais desejo o despertar!

Ambiciono jamais deixar de sentir
Tua pele, colada na minha
Teu calor, que me ativa a libido
Teu hedônico sorriso, dissipador de toda angústia
Teu existir
Tornando-me pleno, feliz!

Humberto Santos