segunda-feira, 23 de abril de 2012




As diáfanas sedas, me parecem ásperas
Após haver acariciado teus cabelos.
Ríspida se tornou a tez dos pêssegos

Comparadas à maciez de tua pele.
Depois de haver sorvido ao teu olor
Tornaram-se descabidas as essências orientais.
De que me vale experimentar finos manjares
Se a fonte de todas as doçuras, são os teus lábios.
Se há beleza nas pérolas negras
Não se iguala ao brilho dos teus olhos.
Se, no corpo de Afrodite, está condensado, a feminilidade, o erotismo e o desejo
É somente no teu, em que me esvaio, pleno, satisfeito!

Humberto Santos