segunda-feira, 7 de novembro de 2011



Aos que reclamam da melancolia do que escrevo, um poeminha "saltitante"...


Em um dia de sol primaveril...
Um coelhinho tão branco e fofo como algodão
Saltita sobre a relva... saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita, saltita...

Então encontra uma coelhinha, tão fofa e branca quanto ele, e os dois saem saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando, saltitando...

Eles geram lindos "coelhinhozinhos"... tão fofos e brancos quanto eles... e todos saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam, saltitam...

Sobre a verde relva, em direção ao sol primaveril...

Humberto Santos


quarta-feira, 10 de agosto de 2011



Em demasia agonizei à espera de teu retorno!
Hoje sei o quão equivocado estive ao alimentar tal ilusão!
Agora, tenho consciência de que
Não poderias 
à
 mim retornar...
Pela simples razão de que:
Nunca, por um átimo temporal sequer
Deixaste de aqui estar!
Dominando meus sentidos
Habitando em meu coração
Compartilhando de minha alma
Forjando meu querer.


Humberto Santos

sábado, 23 de julho de 2011




Eis diante de mim
A sedutora face de Vênus
Tão próxima e simultâneamente distante
Dos desejos que me dilaceram a alma!

Sua acetinada tez
Seu radiante viço
Intenso pulsar de vida!

Vida!
Cujo sentido é:
Te amar!

Pressentir ao calor do teu corpo, congela-me ao sangue
Imaginar teus sensuais lábios, roçando nos meus
Consome-me em chamas!

Tal qual o Sol, que mansamente se aproxima
Intentando juntar-se à Lua
Estendo os braços, as mãos, os dedos
Porém, me é impossível alcançar-te!

Deusa deslumbrante!
Resta-me sorver ao extasiante olor com o qual meus dedos se impregnaram
Doses de felicidade, com as quais me presenteias!

Inebriado
Aqui permaneço
Sentindo a intensa volúpia
Por todo o teu ser emanada
Compartilhando desse lúbrico folguedo!

Revigoras-me a paixão
Permitindo que eu me acerque, apenas o suficiente
Para que toque, com as pontas dos dedos
Os películos do teu corpo, macios, eriçados
Sentir, irradiado por tua pele, teu fogo interior!

Extático
Aqui permaneço
Buscando, dia após dia
Conquistar a musa-mor!

Humberto Santos

terça-feira, 19 de julho de 2011




Sobressalto na madrugada
Agitado despertar
Frustração de sonho interrompido!
Permaneço imóvel, prolongando o prazer de sentir o calor do teu corpo, junto ao meu
Busco eternizar na memória essa sensação única!
Fração temporal, em que a matéri
a é superada
Em que as almas se fundem
E os seres humanos, igualam-se aos deuses!

Palavras sem sentido balbuciadas, pois nesses instantes, palavras não tem sentido!
Carícias compartilhadas, embora já não sejam os corpos que as sintam
É neles que as marcas permanecem!

A implacável realidade, adentra ao quarto, na forma de claridade do alvorecer, de ruídos do dia que inicia!
Desperto, tateio por sob o lençol, minha mão encontra a suave curva do teu quadril
Lentamente, colo ao teu, o meu corpo
Abraçando-te, repouso entre teus seios, minha mão
Suavemente, roço tua nuca com meus lábios
Em um longo e terno beijo.


Assim permaneço
Sentindo-te por inteira, sincronizando com a tua, a minha respiração
O pulsar do teu coração, faz meu sangue ebulir
Despertas, brindas-me com teu doce, inebriante sorriso
Sem desvencilhar-se do meu abraço, giras teu corpo
Frente à frente, olhares cúmplices, desejos irmanados
Incursionamos ao onírico reino de Eros!

Humberto Santos

terça-feira, 21 de junho de 2011



Angústia
Espera de que a palavra converta-se em ato
Dor
Alma que lentamente se esvai
Solidão
Dias que se transformam em décadas
Vazio
Que se expande de forma crescente, concreta.

Angústia
Que devora a alma
Dor
Continuadamente reavivada
Solidão
De crer naquilo que não se realiza
Vazio
De haver crido e não ter havido retorno.

Humberto Santos

quinta-feira, 3 de março de 2011




Desculpe-me, por meu lirismo poético, haver ressonado por teu mundo-ovo adentro
Por haver em tua alma tocado
Haver-te feito sentir-se amada!

Desculpe-me, por meu amor haver feito teu ser de casa
Por haver em teu corpo se aninhado
Haver-te feito sentir-se amada!

Desculpe-me, por meu desejo, haver no teu encontrado sincronicidade
Por haver no teu querer encontrado cumplicidade
Haver-te feito sentir-se amada!

Desculpe-me, se através do que te dei, haver-te mostrado que és mais do que és
Por haver na tua vida entrado
Haver-te feito sentir-se amada!


Humberto Santos